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Empresa Israenlense cria galinheiro de alta tecnologia

União Europeia cria lei que exige mudanças da criação de galinhas com finalidade industrial. Para resolver esse problema, a empresa Israelense Agrotop criou uma estrutura com alta tecnologia que proporciona melhor qualidade de vida a esses animais.

25 de novembro de 2010 • Atualizado às 08 : 55

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A galinha é um dos bens de consumo mais apreciáveis em todo o mundo, mas muitas pessoas não estão satisfeitas com a forma que o frango chega em suas casas, do ponto de vista humanitário e ambiental. A maioria das aves de capoeira que podem ser compradas no mercado são geradas em fazendas industriais, onde geralmente se encontram em confinamentos superlotados, pequenos e sujos; com alta proliferação de doença.

Para corrigir esta situação, a partir de 2012 a União Europeia (UE) exigirá que as fazendas adotem novos conceitos de padrões de limpeza e conforto e forneçam mais espaço e ar mais fresco para os animais. Para cumprir a legislação os agricultores que fornecem frango para a Europa vão ter que atualizar seus galinheiros.

Para solucionar este problema a companhia israelense Agrotop criou um galinheiro verde revolucionário e foi premiada pelo ministério da Agricultura. Além de melhorar a qualidade de vida destes animais, o galinheiro será equipado com uma tecnologia avançada capaz de usar estrume e penas para produzir energia, conforme explicou Gaby Pelleg, um dos parceiros e diretores da empresa, que pretende construir 900 supergalinheiros nos próximos dois anos.

"Nós projetamos o galinheiro para combinar fisicamente com seus arredores, para que a beleza natural da área onde ele é construído não fique comprometida. Além disso, nós usamos o vento e a energia solar para gerar electricidade, reciclar as águas residuais para uso do galinheiro, além de processarmos os resíduos de frango para a fabricação dos biocombustíveis. Os agricultores poderão vender a energia para a companhia elétrica e, assim, desfrutar de um fluxo adicional de renda", informa Pelleg. 

As gaiolas devem fornecer pelo menos 0,07 m2  de espaço por ave, quase dobrando o padrão atual, e fornecer espaço suficiente para as aves se moverem livremente, com acesso ao ar fresco e luz natural, permitindo-lhes bater as asas etc. As gaiolas estarão equipadas com grama natural, artificial ou areia, imitando o ambiente natural dos pássaros. Cada gaiola terá material macio, formando uma espécie de 'colchão', para os pássaros descansarem. Os regulamentos foram desenvolvidos em parte por causa do impacto do movimento dos direitos dos animais, mas as pesquisas mostram que a maioria dos consumidores, incluindo aqueles que não se consideram ativistas dos direitos dos animais, preferem ver animais bem tratados.

A produção de frango industrial também tem sido a pedra no sapato dos ambientalistas. Por exemplo, o esterco de frango tem altos níveis de nitrogênio e fósforo, que quando descarregados na água "roubam" o oxigênio do peixe.

Entrar em conformidade com as novas regulamentações do governo é caro, e Israel e os países da UE serão subsidiados. "Nosso projeto é feito para durar muito tempo, porque sabemos que mesmo com o subsídio, a maioria dos pequenos agricultores vão ter dificuldade em encontrar os fundos para comprar um”, explica Pelleg.

Embora a maior parte da novidade pareça beneficiar mais o avicultor do que as galinhas, defensores dos direitos dos animais aprovam a iniciativa. "A ideia é boa, melhora a qualidade de vida dessas aves", diz Marta Giraldes, da ong Aliança Internacional do Animal.

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