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Emocionante, clipe reúne mais de 20 artistas em prol de demarcação de terras indígenas

É possível lembrar de muitos episódios tristes que marcam a luta desses povos no Brasil.

25 de abril de 2017 • Atualizado às 12 : 59

É impossível assistir sem questionar o que estamos fazendo com nosso futuro. | Imagem: Reprodução |

Emocionante, clipe reúne mais de 20 artistas em prol de demarcação de terras indígenas
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Munduruku, Pataxo, Guarani Kaiowá, Juruna, Tupinambá. Estes são alguns dos povos ameaçados pela ausência de demarcação de terras indígenas, um processo que está praticamente parado há um ano. Com panorama pessimista, a causa ganha amplitude na voz de mais de 20 artistas que gravaram um clipe para a Mobilização Nacional Indígena.

A letra do compositor Carlos Rennó e música de Chico César denuncia o genocídio, as obras gigantescas que devastam territórios, os transgênicos, a mineração e todas as atrocidades que levam muitos indivíduos indígenas ao suicídio. Demarcação já. Repetida constantemente, a frase de efeito é um pedido, uma denúncia, um apelo. Uma das frases mais emblemáticas é cantada pela potente voz de Elza Zoares: “o que ele quer é o que é dele já”.

As imagens do clipe mostram ritos sagrados, trechos de documentários e diversas cenas de resistência dos índios em manifestações. Por meio dos trechos, é possível lembrar de muitos episódios tristes que marcam a luta desses povos no Brasil.

A letra levanta importantes questões e salienta pontos que, no mundo ideal, já não deveriam ser questionados – como o fato do índio ter o direito de possuir bens eletrônicos, sem que isso afete sua identidade. Não deixa de ser uma provocação para os desonestos argumentos dos que não reconhecem como índios aqueles que vivem integrados com a sociedade.

| Imagem: Reprodução

Por fim, a música faz um apelo para que não seja naturalizada as frequentes mortes e lembra que os “seres civilizados” depende também do cuidado que tais povos têm com a natureza. Ou seja, por eles e/ou por nós, deixa o índio lá. É impossível assistir ao vídeo sem questionar o que estamos fazendo com a nossa história e com nosso futuro.

Com produção da Cinedelia e O2O, o projeto é uma parceria do Greenpeace, Instituto Socioambiental e Bem-te-vi, confira:

Por Marcia Sousa – Redação CicloVivo

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