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Dia sem carro na Bolívia faz despencar poluição do ar

A diferença na qualidade do ar é perceptível. A poluição cai para quase zero.

6 de setembro de 2017 • Atualizado às 16 : 32

Foto: iStock by Getty Images

Dia sem carro na Bolívia faz despencar poluição do ar
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Setembro é um mês em dedicado ao tema mobilidade. Mais precisamente no dia 22, acontece em diversas partes do planeta o “Dia sem carro”. Na Bolívia, a data é celebrada no primeiro domingo do mês, portanto, foi realizada no último dia 3. Com participação do governo, em nível federal e municipal, o país registrou uma queda nas emissões de poluentes de até 70%.

O dia livre de automóveis ocorreu em todo o país com apoio das autoridades, logo os veículos não emergenciais foram banidos das ruas. A medida é uma resposta ao aumento do uso de carros nos últimos 10 anos, em decorrência do aumento da classe média boliviana.

O evento teve início em Cochabamba, uma das cinco cidades mais poluídas da América Latina, mas logo se espalhou para outras regiões. “A poluição do ar cai 60-70% porque 70% dos nossos contaminantes do ar provêm de veículos”, disse Soledad Delgadillo, do governo municipal de Cochabamba. “A diferença na qualidade do ar é perceptível. Ela [poluição] cai para quase zero quando normalmente pode subir até 100 partes por metro cúbico”, afirma Jorge Martin Villarroel, diretor da instituição de caridade ambiental PAAC ao The Guardian.

Além disso, desde 2011, o país possui “Dia do Pedestre e Ciclista em Defesa da Mãe Terra”. A ideia é incentivar a troca do veículo individual pelos meios de transporte mais saudáveis e quase esquecidos: a caminhada e a bike. A ideia está ligada a outra data comemorativa: o Dia do Desafio -, em que pessoas de diversas cidades se mobilizam e competem para engajar o maior número de pessoas em atividades físicas.

O fato de 70% da população boliviana estar em empregos informais também ajuda a tornar o dia sem carro em uma grande festa. Em La Paz, capital da Bolívia, as ruas são tomadas por pedestres, ciclistas e vendedores ambulantes. Protestos e lições de educação ambiental também fazem parte do evento.

Villarroel explica que os planos para a cidade de Cochabamba incluem desenvolver melhores áreas para pedestres e obter um sistema público de bicicletas para os moradores, além de melhorias para os que já utilizam este meio de transporte. “Trabalhamos com o município para obter uma lei aprovada promovendo bicicletas, reunindo mais de mil assinaturas”, afirmou ele ao The Guardian. “Nós conseguimos unir pessoas que viajam de bicicleta para pressionar a cidade a conseguir rotas de bicicleta e rotas configuradas”.

Redação CicloVivo

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