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Desmatamento na Amazônia cresceu 29% em 2016

A medição do INPE aponta a taxa de 7.989 km2 de corte raso no período de agosto de 2015 a julho de 2016.

13 de dezembro de 2016 • Atualizado às 13 : 55

O mapeamento utiliza imagens do satélite Landsat ou similares. | Foto: iStock by Getty Images

Desmatamento na Amazônia cresceu 29% em 2016
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A estimativa da taxa de desmatamento na Amazônia do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi finalizada e aponta a taxa de 7.989 km2 de corte raso no período de agosto de 2015 a julho de 2016.

A taxa de desmatamento estimada pelo PRODES 2016 indica um aumento de 29% em relação a 2015, ano em que foram medidos 6.207 km2. Com o PRODES, o INPE realiza o monitoramento sistemático na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas relativas ao controle do desmatamento ilegal. Os dados são imprescindíveis para toda a sociedade e embasam ações bem-sucedidas como a Moratória da Soja e Termo de Ajuste de Conduta da cadeia produtiva de carne bovina, entre outras iniciativas.

O mapeamento utiliza imagens do satélite Landsat (30 metros de resolução espacial e frequência de revisita de 16 dias) ou similares, numa combinação que busca minimizar a cobertura de nuvens, para registrar e quantificar os eventos de desmatamento com áreas maiores que 6,25 hectares. Considera-se como desmatamento a remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso, seguida ou não por ocorrência de fogo e independentemente da futura utilização destas áreas.

As tabelas abaixo apresentam a distribuição do desmatamento para o ano de 2016 nos Estados que compõem a Amazônia Legal, bem como a comparação com as respectivas taxas consolidadas para o ano de 2015.

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Para gerar esta estimativa, o INPE analisou 89 imagens do satélite Landsat 8/OLI selecionadas para atender a dois critérios: 1O  cobrir regiões onde foram registrados aproximadamente 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2014 a julho/2015) e 2O cobrir os 50 municípios prioritários para fiscalização referidos no Decreto Federal 6.321/2007 e atualizado em 2009.

Do INPE

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