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Correio alemão investe em furgões elétricos para zerar emissões de carbono

A expectativa é que, até o final do ano, cinco mil automóveis deste tipo estejam em circulação na Alemanha.

19 de setembro de 2017 • Atualizado às 09 : 38

Foto: Mdic/Divulgação

Correio alemão investe em furgões elétricos para zerar emissões de carbono
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Zero emissão de gases poluentes até 2050. Esta é a proposta de trabalho da empresa alemã de serviços postais, DHL, que foi apresentada ao secretário brasileiro de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do MDIC, Igor Calvet, há uma semana.

Para Calvet, a estratégia do serviço de correio alemão reforça a importância do debate sobre veículos com novos sistemas de propulsão. “O Rota 2030 prevê estímulos às empresas que se comprometam, entre outros aspectos, com o desenvolvimento de tecnologias eficientes e sustentáveis. É interessante notar como, na prática, a adoção de uma frota de veículos elétricos tem um impacto econômico e ambiental tão positivo”, disse.

Como explicou Björn Hannapel, chefe do setor de Responsabilidade e Padrões da DHL, ter emissão zero é uma meta ambiciosa.  A DHL tem 92 mil veículos. Atualmente, a empresa emite 30 mil toneladas de carbono por ano em suas entregas. “Para zerar nossas emissões, temos que investir em tecnologia, treinar nossa equipe e envolver nossos clientes nessa ideia. Também contamos com as inovações da indústria no setor de propulsão eficiente”, disse.

Em agenda de trabalho na Alemanha, o secretário conheceu o “Streetscooter”, empresa comprada pela DHL para construir furgões elétricos e renovar sua frota. Atualmente, a companhia de correios tem 3.400 veículos elétricos. A expectativa é que, até o final do ano, cinco mil automóveis deste tipo estejam em circulação na Alemanha.

Ônibus elétricos

A comitiva do MDIC teve também reunião sobre ônibus elétricos com a empresa de transporte público Stadwerke Bonn. O grupo conheceu a tecnologia e o sistema de recarga dos veículos elétricos.

No começo de 2016, a empresa lançou seis ônibus elétricos com o apoio da União Europeia.  Os veículos têm autonomia de mais de 200 quilômetros e são recarregados de noite.

Barbara Nick, chefe de estratégia de Desenvolvimento Corporativo da SWB, explicou que a empresa pretende expandir a frota. “Estamos nos preparando para comprar cinco ônibus articulados. Queremos criar uma infraestrutura de recarga para 210 veículos”, disse.

Veículos elétricos

Por emitirem menos gases poluentes na atmosfera, os veículos que utilizam motores elétricos para propulsão desempenham papel importante para descarbonizar o setor de transporte. Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mais de um milhão de veículos elétricos se encontravam em uso em 2015.

O mercado ainda está fundamentalmente concentrado na Europa: a Noruega tem 23% de participação desse total; a Holanda, 10%; e em outros 4 países do continente têm mais de 1% de participação (Suécia, Dinamarca, França e Reino Unido).

O Brasil está atualmente entre os dez principais produtores de automóveis no mundo. A atual capacidade produtiva do país é cinco milhões de veículos por ano. A expectativa é que, em 2017, 30% da produção nacional seja voltada para exportação. “É importante que nossa indústria esteja atenta às tendências mundiais. A produção de veículos elétricos é, certamente, algo que vai crescer muito nos próximos anos”, avalia Igor Calvet.

Por MDIC

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