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Com mutirão e 500 voluntários, SP ganhou mais uma mini-floresta

Foram plantadas mais de 600 árvores de 90 espécies diferentes e nativas de São Paulo.

3 de agosto de 2016 • Atualizado às 14 : 44

A missão reuniu criancinhas e uma galera muito experiente. | Foto: Nik Sabey/Novas Árvores Por Aí

Com mutirão e 500 voluntários, SP ganhou mais uma mini-floresta
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Aos poucos a cidade de São Paulo vai recuperando o verde que a capital tinha antes de ser tomada pelo concreto. No último domingo (31), mais de 600 árvores de quase 90 espécies diferentes foram plantadas pelas mãos de crianças e adultos voluntários, com o intuito de trazer de volta a biodiversidade original paulistana.

O mega plantio foi organizado pelo coletivo Novas Árvores Por Aí, juntamente com os ambientalistas Ricardo Cardim e Sergio Reis, mas só foi possível graças à participação ativa da própria população, que apoiou e abraçou a causa e de parceiros que colaboraram com a doação de mudas e com o patrocínio de toda a estrutura necessária.

A “floresta de bolso” vai muito além de um simples amontoado de árvores. As mudas são escolhidas de acordo com a vegetação original do local e dispostas para que se desenvolvam com qualidade, resgatando o próprio bioma original e atraindo novas aves e insetos ideais para a manutenção da biodiversidade.

Foto: Nik Sabey/Novas Árvores Por Aí

Foto: Sandra Regina do Amaral

No caso específico deste plantio, que foi realizado no Parque Cândido Portinari, zona oeste de São Paulo, a floresta contou com espécies de árvores do cerrado e da mata atlântica. Inclusive, foram usadas 60 mudas de araucária, árvore que já foi símbolo da região, mas que hoje é raridade.

Foto: Nik Sabey/Novas Árvores Por Aí

Foto: Sandra Regina do Amaral

O plantio começou às 8h30 da manhã e ocorreu durante todo o dia, contando com a colaboração de, aproximadamente, 500 pessoas. A missão reuniu criancinhas e uma galera muito experiente, como o brasileiro Alexandre Chut, que tem milhões de árvores no currículo.

Além do plantio, voluntários fizeram oficinas de educação ambiental com as crianças, que construíram pequenos guardiões da floresta em argila e os espalharam entre as árvores, como símbolo de proteção.

O mutirão tem um impacto ambiental bastante importante, mas a mobilização social em prol desta causa é realmente de encher os olhos. “Talvez um inconsciente coletivo tenha sido destravado e alguns (muitos) representantes dessa nossa espécie detratora e devastadora, resolveram nadar contra a corrente e fazer as pazes as árvores. Resolveram pagar com generosidade a generosidade que sempre nos foi oferecida por elas”, comenta filosoficamente Nik Sabey, um dos organizadores do evento, garantindo que o grupo não vai parar por aí e que muitos outros plantios já estão nos planos.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

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