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Com cinema movido a energia solar, Masp exibe filmes realizados por cineastas indígenas

Unindo música, canto, dança e filmes, o evento serve de reflexão crítica à data comemorativa.

19 de abril de 2016 • Atualizado às 12 : 54

A van produzida para o “Cinesolar Tupã” levará a partir de maio os filmes para as aldeias. | Foto: Divulgação

Com cinema movido a energia solar, Masp exibe filmes realizados por cineastas indígenas
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Nesta terça-feira (19), em que se comemora o Dia do Índio, acontecem no vão livre do Masp apresentações de música, canto e dança e a exibição de filmes produzidos por índios brasileiros. A ideia é que as atividades sirvam como forma de reflexão à data “comemorativa”. Além disso, será lançada a van produzida para o “Cinesolar Tupã”, que levará a partir de maio os filmes para as aldeias.

O projeto de cinema itinerante Cinesolar, que utiliza energia solar para a exibição de filmes, fará, em conjunto com o projeto Territórios da Dignidade, o lançamento do “Cinesolar Tupã”. Na ocasião, será apresentada a segunda unidade móvel do projeto e serão exibidos filmes produzidos por cineastas indígenas. A abertura contará com a apresentação de música e canto de Cristino Wapichana, – músico, escritor, compositor e cineasta – que também mostrará seu filme, “Uni/Versus” e uma apresentação do bailarino e coreógrafo pernambucano Carlos Frevo, radicado há 12 anos na Alemanha, que mostrará a dança folclórica cabloquinho, que é inspirada no Toré, dança tradicional do povo cariri. O evento, que é aberto para todos, serve de reflexão crítica à data comemorativa.

Em maio, o Cinesolar Tupã levará filmes a quatro aldeias guaranis, entre São Paulo, Paraná e Santa Catarina, promovendo, segundo o escritor e empreendedor Kaká Werá Jecupé, coordenador nacional dos Territórios da Dignidade, um relacionamento lúdico associado a reflexões sobre questões relativas à cultura, valores e cidadania, em meio à pluralidade étnica da sociedade brasileira.

“Nas aldeias, é particularmente importante que conheçam e valorizem a sua própria cultura. A falta de valorização é um dos fatores que leva tantos índios ao alcoolismo e ao suicídio”, afirma Jecupé.

Segundo a idealizadora e coordenadora do Cinesolar, Cynthia Alario, a junção do projeto Territórios da Dignidade com o Cinesolar “se dá na valorização e difusão dos valores da cultura indígena, o que resgata a dignidade cultural através do cinema: seja na exibição dos filmes produzidos pelos cineastas indígenas, seja através da realização de oficinas nas aldeias que o Cinesolar percorrer”. Cynthia diz ainda que o Cinesolar Tupã busca atrelar temas a ancestralidade e tecnologia. “Tem em sua base a difusão da arte, da sustentabilidade, do cinema e da cultura de paz”, afirma.

O Projeto Territórios da Dignidade tem como objetivo a difusão de visões de mundo das matrizes indígenas do Brasil, como maneira de expressar seus valores e dignidade cultural.  A coordenação e curadoria em São Paulo é do designer e editor Gregor Ossipof e da empresária de Telhados e Paredes Verdes Cris Gouvêa.

Estão confirmadas para o dia 19 no Masp as presenças de Marcelo Rosembaum, responsável, ao lado de Kaká Werá, pelo projeto “A gente transforma” na comunidade Yanawá, no Acre; de Michele Piovesan, modelo e agente do movimento Parque Minhocão; e de Cris Taqua e Carlos Papamirim, cineastas indígenas Guaranis da Aldeia Rio Silveira. O evento acontece das 18h às 20hs.

Escritor e empreendedor Kaká Werá Jecupé. | Foto: Airton Gontow

Escritor e empreendedor Kaká Werá Jecupé. | Foto: Airton Gontow

| Foto: Divulgação

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Van “Cinesolar Tupã”. | Foto: Divulgação

Van “Cinesolar Tupã”. | Foto: Divulgação

O bailarino Carlos Frevo mostrará a dança folclórica cabloquinho. | Foto: JensE

O bailarino Carlos Frevo mostrará a dança folclórica cabloquinho. | Foto: JensE

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