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Brasil tem a sua primeira cooperativa de energia renovável

A ideia é usar a cooperação para reduzir custos e facilitar a produção e uso da energia renovável.

19 de agosto de 2016 • Atualizado às 09 : 46

A Cooperativa conta, por enquanto, com 23 associados e todos têm acesso ao uso da energia produzida. | Foto: Solar Trade Association/Flickr

Brasil tem a sua primeira cooperativa de energia renovável
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A Cooperativa Brasileira de Energia Renovável (Coober) já está em funcionamento. Localizada em Paragominas, no Pará, a organização é a primeira do segmento no Brasil e funciona com a intenção de incentivar e popularizar a geração de energia renovável doméstica.

Na primeira leva de investimentos, a Coober contou com R$ 600 mil para a construção de uma micro-usina solar. O empreendimento conta com 288 placas fotovoltaicas, com capacidade de produção média de 11.550 KW/h/mês. Mas, loco esse potencial deve ser aumentado.

A Cooperativa conta, por enquanto, com 23 associados e todos têm acesso ao uso da energia produzida. Para que isso seja possível, a Coober está conectada às redes de distribuição locais, que recebem a eletricidade produzida, enquanto os cooperados têm o desconto sobre a sua própria produção direto em sua conta de luz.

O fato de que a cooperativa tem a sua própria fonte energética, não significa, portanto, que as residências e empresas participantes recebem diretamente esta energia renovável para o uso direto. Isso garante que pessoas em bairros distantes ou até em cidades diferentes possam produzir sua energia em uma central específica e desfrutar disso em qualquer outro local, desde que ele esteja conectado às mesmas redes de transmissão.

A ideia da Coober é usar o formato de produção cooperada para reduzir custos e facilitar a produção e uso da energia renovável. Com este modelo, os participantes conseguem investir menos, já que os custos são divididos entre os cooperados, e têm a praticidade de mudar de endereço sem ter que carregar os equipamentos juntos. Além disso, o sistema promove a colaboração e conscientização, tem isenção fiscal e muito mais.

Redação CicloVivo

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