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Ararinha-azul considerada extinta é vista na natureza após 14 anos

O animal foi visto voando livremente na região de caatinga de Curuçá, no interior do Bahia.

28 de junho de 2016 • Atualizado às 11 : 12
Ararinha-azul considerada extinta é vista na natureza após 14 anos

Uma expedição liderada pelo ICMBio se juntará aos esforços dos moradores locais na tentativa de localizar a ave e obter o maior número de informações possíveis. | Foto: Divulgação ACTP

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Uma ótima notícia para a conservação da fauna brasileira: um exemplar de ararinha-azul – ave considerada extinta na natureza – foi visto voando livremente na região de caatinga de Curuçá, no interior do Bahia, habitat exclusivo da espécie desaparecida desde 2002. Surpresos, moradores registraram a ocorrência em vídeo.

O primeiro a avistar a ave foi o agricultor Nauto Sergio Oliveira, no sábado (18). Assim que confirmou se tratar de uma ararinha-azul, comunicou a seus vizinhos. No dia seguinte, Lourdes Oliveira e sua filha Damilys Oliveira levantaram ainda de madrugada e foram procurar a ararinha nas matas ciliares da região.

Às 6h20 da manhã, conseguiram não apenas ver a ave, mas também registrá-la através de um vídeo gravado com o celular de Damilys. Com o vídeo na mão, Lourdes entrou em contato com os biólogos que integram o projeto Ararinha na Natureza, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Reforço na Proteção

Uma expedição liderada pelo ICMBio se juntará aos esforços dos moradores locais na tentativa de localizar a ave e obter o maior número de informações possíveis. A expedição também é uma das ações do projeto Ararinha na Natureza, patrocinado pela empresa Vale, através do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Segundo Ugo Vercillo, diretor de Biodiversidade do Ministério Meio Ambiente, que também integra o projeto Ararinha na Natureza, o fato de aparecer uma ararinha na região de Curaçá reforça ainda mais a necessidade de proteção da área.

Ações em Campo

Desde 2013 o projeto Ararinha na Natureza vem trabalhando para criar uma unidade de conservação (UC) com 44 mil hectares no município com o objetivo de proteger a Caatinga e as matas ciliares.

Paralelo a esses acontecimentos, há um grande esforço do ICMBio e de criadouros internacionais no sentido de se promover a reprodução da espécie em cativeiro para posterior reintrodução na natureza. Tal iniciativa é considerada indispensável ao sucesso do projeto e conta com a participação dos criadouros Al-Wabra Wildlife Preservation, do Catar; da alemã Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP); e Fazenda Cachoeira, localizada no interior de Minas Gerais e que abriga cerca de 120 ararinhas-azuis, de onde sairão os primeiros indivíduos a serem reintroduzidos em Curaçá.

Do MMA

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