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Aquecimento global faz rio imenso sumir em 4 dias no Canadá

Estudiosos mostram como o aquecimento mudou drasticamente a geografia local.

20 de abril de 2017 • Atualizado às 10 : 48

O fenômeno poderia ser explicado como natural, mas não foi o que aconteceu. Fotografia: Jim Best / University of Illinois |

Aquecimento global faz rio imenso sumir em 4 dias no Canadá
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O rio Slims tinha sua fonte na geleira Kaskawulsh, no Canadá, e se estendia em até 150 metros em seu pontos mais largos. Parece estranho falar de um rio no passado, mas ele realmente não existe mais e, de acordo com pesquisadores, esse desaparecimento está totalmente ligado à ação humana.

O que aconteceu foi que o fluxo do rio foi desviado para outro curso de água, um fenômeno chamado de pirataria fluvial. A priori, isso pode acontecer naturalmente ao longo dos anos por causa da erosão decorrente de deslizamentos de terra ou movimentos da crosta terrestres. Mas, não foi o que aconteceu.

Segundo estudos, entre 1956 e 2007, o glaciar Kaskawulsh recuou 600 a 700 metros. A água do degelo alimentava dois rios e em 2016 o recuo acelerou. O derretimento da geleira foi muito intenso e isso só foi possível constatar porque os pesquisadores já monitoravam o recuo da geleira há anos. Um grupo sobrevoou sobre o local e usou drones para investigar o que acontecia. Foi assim que descobriram que a água ao invés de estar dividida em dois rios estava entrando em apenas um: o rio de Alsek cujas águas escoam até o Golfo do Alasca e agora está 70 vezes maior.

Foi assim que o Slims desapareceu completamente, o que foi constatado que ocorreu entre 26 e 29 de maio de 2016. Com algumas ilustrações, os estudiosos mostram como o aquecimento pode mudar drasticamente a geografia local.

| Fotografia: Dan Shugar / Universidade de Washington Tacoma

| Fotografia: Jim Best / University of Illinois

| Fotografia: Jim Best / University of Illinois

Apesar de registros geológicos do fenômeno “ninguém, que tenhamos conhecimento, documentou esse fato na atualidade. Não no século 21, onde isso está acontecendo embaixo do nosso nariz”, afirmou o cientista  Dan Shugar, geocientista da Universidade de Washington Tacoma, nos Estados Unidos, e principal autor da pesquisa.  O estudo foi publicado na revista científica Nature Geoscience na última segunda-feira (17), veja aqui.

Redação CicloVivo

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