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Ambev e Coca-Cola Brasil se unem para investir em cooperativas de catadores

Parceria entre as concorrentes visa aumentar investimentos destinados a cooperativas de catadores.

6 de outubro de 2017 • Atualizado às 12 : 53

Pedro Rios, VP Coca-Cola Brasil, Roberto Laureano, presidente da ANCAT e Pedro Mariani, VP Ambev. | Foto: Túlio Vidal / Divulgação

Ambev e Coca-Cola Brasil se unem para investir em cooperativas de catadores
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A Coca-Cola Brasil e a Ambev anunciam na última terça-feira (04) o lançamento de um programa conjunto de reciclagem chamado Reciclar pelo Brasil. Um dos principais objetivos da integração dos programas das duas fabricantes de bebidas é otimizar e potencializar os resultados dos investimentos direcionados às cooperativas de catadores do País.

Além de impulsionar os investimentos, o Reciclar Pelo Brasil quer também colaborar com a meta do Acordo Setorial de Embalagens, que é a de reduzir, no mínimo, 22% das embalagens dispostas em aterros sanitários até 2018. A expectativa é a de que as 110 cooperativas que fazem parte da etapa inicial do programa recebam até 25% a mais de investimentos.

O programa, resultado de um ano de trabalho conjunto, foi cocriado com a participação da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), que fará também a operação do programa, com uma equipe de assessoria técnica.

“Ambas as companhias, Coca-Cola e Ambev, já investem em reciclagem há muito tempo e ambas criaram expertises próprias. Trabalhamos em conjunto com a ANCAT para desenvolver o que há de melhor no programa de cada uma e planejar um modelo que maximizasse essa inteligência que desenvolvemos nos últimos anos,” disse Pedro Mariani, vice-presidente de Relações Corporativas e Jurídico da Ambev ao CicloVivo.

O primeiro passo do programa é executar um diagnóstico e plano de ação periódico e customizado, para direcionar os investimentos de acordo com as necessidades de cada cooperativa. Os objetivos principais são: profissionalizar e regularizar cada vez mais o trabalho das organizações; aumentar o volume dos resíduos recolhidos; elevar a receita das cooperativas; e aumentar a renda dos catadores.

Para Roberto Laureano, presidente da ANCAT, o objetivo é que no futuro as cooperativas consigam ter a rastreabilidade do que coleta e entrega de cada material. “A criação desta plataforma é exatamente a construção do início disso, porém, ainda estamos numa etapa de profissionalização”, relatou ao CicloVivo. “Esta parceria contribuirá para avançarmos com ações de qualificação das cooperativas, especialmente na sua regularização jurídica, na melhoria da infraestrutura e na construção de melhores condições de trabalho. Queremos a médio-longo prazo ser parte do negócio dentro da cadeia de reciclagem”, conclui Laureano.

As empresas passam a buscar a partir de agora a adesão de outras indústrias para aumentar, exponencialmente, o impacto do projeto.

Índice de reciclagem

Segudo Thais Vojvodic, gerente de sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, a iniciativa também aproxima a indústria das cooperativas, reduzindo o número de atravessadores que fazem a intermediação dos materiais e acabam pagando uma quantia menor para os cooperados e vendendo os resíduos com valor mais elevado para a indústria. Com isso, muitos materiais acabam sendo pouco coletados por não “valer a pena” para os catadores, como o PET, por exemplo. “Negociando diretamente com os catadores conseguimos melhorar o valor do material, pois no fundo, é o preço do material que dita o que é coletado na ponta Por isso o alumínio é tão desejado, ele tem muito valor de mercado. Se o PET conseguir seguir este mesmo caminho a tendência é que a gente consiga aumentar o valor para as cooperativas e assim aumentar o índice de reciclagem”, disse a gerente de sustentabilidade ao CicloVivo.

Mayra Rosa – Redação CicloVivo

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