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Urbanista projeta São Paulo como metrópole fluvial

Postado em 26/12/2011 às 10h24
Vale do Anhangabaú, terça-feira, 12 de maio de 2020, 16h42 l Imagem: Fujocka / Trip
 

Existe uma solução para o caos no trânsito da cidade de São Paulo. O projeto do arquiteto e professor da Universidade de São Paulo, Alexandre Delijaicov, propõe que a cidade retome o uso do transporte hidroviário e se modifique para se tornar mais sustentável.

A ideia é alterar a paisagem tendo como base projetos feitos no final do século 19. Nesse período o intuito era que a capital paulista fosse exemplo hidroviário, assim como ocorre em grandes cidades europeias. Porém, os anos se passaram e o que ocorreu foi um grande crescimento rodoviário.

Segundo Delijaicov, foi a partir do governo de Prestes Maia, nos anos 30, que a cidade começou a deixar para trás os seus rios e a investir na construção de avenidas e estradas. Dos quatro mil quilômetros de rios espalhados pela cidade, permanecem somente 400 km a céu aberto atualmente. Os locais onde hoje são grandes avenidas, como a Nove de Julho e a 23 de maio, já foram importantes rios e córregos.

A proposta do urbanista é levar a capital de volta a esse cenário de maneira que o transporte hidroviário seja uma das referências e a cidade se reestruture para ser capaz de oferecer melhores condições de vida aos moradores.

O urbanista iniciou o projeto há mais de dez anos, com mapas que mostram as rotas fluviais escondidas pela cidade. Segundo ele, isso não é uma fantasia, mas sim uma obra “factível e economicamente viável”. Para que o estudo seja colocado em prática podem ser necessários 20 anos e R$ 1 bilhão. Por isso, ele lembra que é extremamente importante ter um governo interessado em direcionar políticas públicas para a viabilização desse projeto.

Os detalhes incluem uma rede de navegação com portos, canais e barragens, por onde possam trafegar passageiros e cargas de pouco valor, como lixo, entulho, terra e lodo. O canal hidroviário teria uma ligação entre os rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí e as represas Billings, Guarapiranga e Taiaçupeba. A estrutura poderia transportar com facilidade os moradores das periferias para o centro da cidade. Além de poder funcionar como espaço de lazer, com ciclovias e parques no seu entorno, e práticas de esportes náuticos.

Em matéria publicada na Revista Trip, o fotógrafo Gabriel Rinaldi e o mestre do tratamento de imagens, Fujocka, fizeram uma projeção de como seria a cidade após a reestruturação idealizada por Delijaicov, conforme imagens publicadas na galera acima. 

Redação CicloVivo

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Luiz

Cada comentário burro! Como é que pode alguém ser burro ao ponto de acreditar que as enchente iriam aumentar por causa disso? O problema das enchentes em sp não é pelo fato da cidade naturalmente ser coberta por rios e sim por não darmos espaço para o fluxo de água ao encher de avenidas a cidade. Os rios sempre foram importantes para diversas civilizações na história, só mesmo aqui a gente quer impedir o fluxo do rio. A cidade merece essas enchentes, por conta de uma má administração urbana.

20
Diego BIS

A legenda da primeira foto tá errada! Seria o Parque Dom Pedro, a várzea do Carmo e do Tamanduatehy e não o Anhangaba!

10
JOÃO H JUNIOR

MALUF JÁ TINHA PROJETADO ISTO...!!!!!!

111
Ivo Milani

TRANSITO DE BARCOS E ENCHENTES POR TODA PARTE! É... REALMENTE FALTA MTA COISA AINDA PRA ESSE PROJETO SER VIÁVEL...

029
Camila

Fantástico!

111
Thatiana Carolo

Diante de projetos nada permeáveis, é muito bom ter urbanistas como Delijaicov, preocupado com o meio ambiente e bem estar da população. Mestre, você continua fantástico! E andando de bicicleta, aposto! Abraço!

151
Evelyn

Imagens maravilhosas, dão até uma esperança á São Paulo e seus moradores para os próximos anos. Quem sabe o Governo consiga abrir os olhos e salvar Sp.

121
Renata Ulson

Fantástico! Parabéns mestre!!

90
Claudia Barbon

Excelente matéria Ciclo Vivo!!

73
Marcel Santos

Adorei a matéria! Parabéns, CicloVivo!

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