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Curso de controle biológico de “bichinhos indesejados” é realizado pela Embrapa

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A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, localizada em Brasília, promove no período de 29 de janeiro a 9 de fevereiro de 2018, o 21º Curso de Controle Biológico. O curso é voltado a estudantes de pós-graduação e profissionais das áreas de agronomia, biologia e outras afins e tem como objetivo capacitá-los no conhecimento de agentes de controle biológico e sua aplicação contra pragas agrícolas e insetos vetores de doenças tropicais. Estão sendo oferecidas sete vagas.

O controle biológico tem como objetivo controlar as “pragas” agrícolas e os insetos transmissores de doenças a partir do uso de seus inimigos naturais.  É um método de controle racional e sadio, pois se baseia no estudo da relação entre os seres vivos no meio ambiente, que é reproduzida pelos cientistas em condições experimentais.

Esses inimigos naturais podem ser outros insetos benéficos, predadores, parasitoides, e microrganismos, como fungos, vírus e bactérias, específicos para controlar os insetos-alvo. O objetivo final das pesquisas é usá-los no desenvolvimento de produtos biológicos que não deixam resíduos nos alimentos e são inofensivos ao meio ambiente e à saúde da população.

O conteúdo programático do curso inclui conhecimentos teóricos, como: criação de insetos para bioensaios; bases ecológicas do controle biológico; experimentação em campo; variabilidade genética de insetos e uso de marcadores; agrobiodiversidade e controle biológico conservativo; diversidade biológica e modo de ação de bactérias, fungos e vírus entomopatogênicos; legislação de coleta de material biológico e de acesso ao patrimônio genético aplicável ao controle biológico; registro de produtos à base de agentes de controle biológico; debate sobre as legislações que envolvem controle biológico; controle biológico de fitopatógenos; predadores e parasitoides como agentes de controle biológico; semioquímicos no controle biológico; interação inseto-planta mediada por semioquímicos; e estímulos multimodais no comportamento de percevejos e parasitoides, entre outros.

Como práticas demonstrativas, destacam-se: técnicas de preservação e produção de fungos; técnicas de isolamento a partir de amostra de solo e purificação de culturas; preservação de fungos (métodos: Castellani e Óleo Mineral); e screening in vitro.

O corpo docente do curso é formado por pesquisadores e professores de duas unidades de pesquisa da Embrapa no Distrito Federal. Para se inscrever, clique aqui. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de janeiro de 2018.