Uma empresa sueca desenvolveu uma luminária capaz de revolucionar a forma como construímos e vivemos hoje. A tecnologia da Solros (girassol em sueco) permite trazer a luz do sol de fora da casa para qualquer ambiente interno, utilizando como conexão apenas um cabo de fibra óptica. O sistema pode iluminar naturalmente ambientes escuros ou sem janela.

A luz natural comprovadamente faz bem para nossa saúde. Ela é capar de regular diversos processos fisiológicos de nosso metabolismo, como o sono e a digestão, através da liberação de hormônios. Por isso, é indispensável que as pessoas tenham acesso a janelas e a luz natural, tanto em casa, como no trabalho. Porém está não é a realidade da maioria das pessoas que moram e trabalham em grandes centros urbanos.

Para conseguir buscar a luz do sol, a Solros criou um sistema que funciona em três etapas:

1- Um prato de aço inoxidável espelhado é fixado ao telhado, varanda ou qualquer outro lugar que receba o máximo de sol possível durante todo o dia. Este prato possui um sensor que acompanha o sol automaticamente e, devido ao seu formato arredondado, reflete os raios solares para dentro do cabo de fibra ótica.

2- A luz do sol então viaja por dentro de um cabo com um conjunto de 37 fibras ópticas. Existem diferentes tipos de fibras, as de plástico e as de vidro. As de plásticos são recomendadas para residências por serem mais baratas e conseguem levar a luz a uma distância de até 20 metros. Já os cabos de fibra de vidro são mais caros e alcançam até 100 metros de distância do ponto a ser iluminado. A instalação do cabo não tem muito segredo, é só passar o cabo do telhado até o ponto que você deseja iluminar, como nos cabos de internet e televisão.

3- Os raios solares, quando saem do cabo, são distribuídos dentro da luminária em forma de caixa, iluminando todo o ambiente. O equipamento funciona mesmo em dias nublados.

O resultado são ambientes com muito mais vida, veja a simulação abaixo:

A empresa já está fazendo uma pré-venda do equipamento no Kickstarter, onde também arrecada fundos para investir na tecnologia e em troca dá itens como camisetas e canecas com design super criativo e até mesmo a chance de ser um representante do negócio.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.