Muitos não sabem, mas nos produtos de higiene pessoal há micropartículas de plástico, que não podem ser vistas a olho nu. Para identificar a presença desses itens, prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, pesquisadores de duas ONG’s holandesas desenvolveram um aplicativo.

Chamado de “Beat the Microbead” (em português, Combata as Microesferas), a ferramenta foi criada para smartphone. Basta o consumidor fazer download do aplicativo e escanear o código de barras do produto. Em seguida, aparecerá uma das três cores: vermelho (significa que o objeto em questão contém microplásticos), amarelo (o produto possui microplásticos, porém o fabricante já anunciou a substituição do material em determinado prazo) ou verde (produto livre de plásticos).

De acordo com o portal Ecycle, o aplicativo foi desenvolvido pelas ONG’s: North Sea Foundation (Fundação Mar do Norte) e a Plastic Soup Foundation (Fundação Sopa de Plástico). Por meio de uma iniciativa do Ministério de Infraestrutura e Meio Ambiente da Holanda e a ONG Fauna & Flora Internacional, localizada no Reino Unido, a ferramenta estará disponível para uso internacional.

No Brasil, por exemplo, a versão está em fase de teste. Por enquanto, os consumidores têm a opção de verificar os produtos com microplásticos já catalogados pela ONG Global Garbage. Há imagens de esfoliantes, produtos de banho e creme dental, confira aqui.

Perigo dos plásticos nos cosméticos

Também chamado de microesferas, os microplásticos são formadas por materiais naturais ou sintéticos, como vidro, polímeros ou cerâmica. As pequenas esferas são utilizadas, principalmente, para esfoliar a pele e retirar as impurezas. Entretanto, se por um lado o ser humano fica “mais limpo”, por outro ele contribui para a sujeira que toma conta do habitat marinho.

Isso ocorre porque a rede de tratamento não consegue filtrar as partículas, de forma que elas criam as “sopas de plástico” no mar – e os animais ingerem o plástico confundindo-o com alimento. Consequentemente, influencia os seres humanos que se alimentam dos animais contaminados.

Redação CicloVivo 

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.