Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos EUA, criaram um chip que se dissolve ao entrar em contato com a água. Fabricado com seda, o pequeno dispositivo é produto de uma pesquisa que pretende fazer com que celulares, tablets e outros gadgets também se desintegrem em meios líquidos, a fim de combater o acúmulo de lixo eletrônico ao redor do mundo.

A equipe procurou desenvolver um novo tipo de tecnologia para diminuir a produção de resíduos eletrônicos no planeta, além de poupar espaço nos aterros sanitá rios. No entanto, a pesquisa vem causando polêmica entre a comunidade científica, uma vez que o produto pode apenas transferir, do solo aos corpos d’água, a contaminaçã o por metais pesados e por outras substâncias perigosas.

Até agora, os cientistas não conseguiram criar um gadget capaz de se dissolver na água – como um smartphone ou um tablet – mas o chip fabricado com material alternativo já consegue se desfazer totalmente no meio líquido. “Não precisamos que os celulares durem por até 50 anos. De qualquer forma, ninguém quer tê-los por tanto tempo assim”, comentou ao Treehugger John Rogers, professor de Ciência e Engenharia dos Materiais na Universidade de Illinois.

A necessidade de diminuir o número de resíduos acumulados no meio ambiente e frear a contaminação do solo já deu origem a vários produtos que se dissolvem na água: uma das criações mais inusitadas é um vestido de noiva, criado por pesquisadores britânicos, que se desintegra sem contaminar a água.

Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.