Um grupo de cientistas sul-coreanos parece ter encontrado uma função muito útil para as bitucas de cigarro. Em estudo publicado na revista científica Iop Science, eles apresentam este resíduo como uma matéria-prima ideal para a fabricação de supercapacitadores.

Os pesquisadores fizeram testes e descobriram que, de uma forma simples, os filtros de cigarro podem se transformar em um material mais eficiente que o grafeno e os nanotubos de carbono, usados nos sistemas tradicionais de grandes capacitadores.

Essa tecnologia é utilizada para armazenar energia em carga elétrica e não em reações químicas, como acontece com as baterias. Dessa forma, eles podem carregar e descarregar com muita rapidez. Seu principal uso é industrial, mas eles têm sido aplicado com muita frequência em sistemas de produção e armazenamento de energia eólica.

As opções para o reaproveitamento das bitucas de cigarro ainda são poucas, para um resíduo altamente poluente. Portanto, o desenvolvimento de novas alternativas acaba sendo tão importante.

O material reaproveitado pelos sul-coreanos nos experimentos é o acetato de celulose de fibra sintética. De acordo com a pesquisa, quando ele é aquecido na presença de azoto, torna-se um material poroso à base de carbono, de alta eficiência para carregar e descarregar elétrons. Ainda não existe uma indústria, para isso, mas os bons resultados já são um ótimo começo.

Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.