Na última quarta-feira (21), um Airbus A320 partiu de Bogotá com destino à Cali, na Colômbia, utilizando como combustível a camelina, propriedade natural extraída de uma planta encontrada em jardins e cercas vivas. O CicloVivo participou da viagem, que não emitiu gás carbônico na atmosfera e ainda colaborou para o aprimoramento das tecnologias limpas no ramo do transporte e da aviação.

O primeiro voo comercial movido a biocombustível na Colômbia teve duração de cerca de uma hora e foi realizado pela companhia aérea LAN, com apoio da Terpel, empresa colombiana de petróleo e gás natural. Segundo a companhia aérea, presente em cinco países, a Colômbia foi eleita para a viagem devido à crescente preocupação dos governantes com questões ambientais, e o trajeto escolhido é um dos mais importantes no país.

Além da camelina, os colombianos vêm testando outros insumos naturais para servirem serem inseridos nos tanques de combustíveis dos aviões – como algas, óleo de pinhão manso e até mesmo óleo de cozinha reciclado.


Foto: Catharina Birle/CicloVivo

Os representantes das empresas, no entanto, dizem que o maior desafio é chegar num ponto de comum benefício, tanto para o planeta, como para a economia global. “O óleo de pinhão manso já se mostrou inviável, pois não há como fazer um plantio tão grande para obtenção desse insumo. Ficaria inacessível caso fosse repassado para os bilhetes aéreos. Ou seja, haveria impacto nas tarifas aéreas”, alerta Hernán Pasman, diretor executivo da LAN Colômbia.

Mesmo com os custos elevados na fabricação do biocombustível, os representantes lembram que as emissões de poluentes na aviação devem diminuir drasticamente até 2050 – atualmente, 2% das emissões de gás carbônico no mundo são registradas nas viagens de avião.

Por Catharina Birle – Redação CicloVivo