Quando a gente entra na parte de hortifruti do supermercado já vai logo procurando as sacolinhas transparentes para embalar os produtos. Muitas verduras e legumes inclusive já estão previamente embaladas em plásticos, mas para que tudo isso? Buscando reduzir este desperdício e geração de lixo um mercado na Nova Zelândia está exibindo todos os seus produtos do jeito que eles vieram ao mundo: pelados.

Chamado de “Food in the Nude”, parece brincadeira, mas o projeto trata de uma questão séria. O New World Bishopdale instalou um sistema de prateleiras de refrigeração onde exibe vegetais e frutas sem embalagens plásticas. O máximo que eles fazem é hidratar os alimentos para mantê-los frescos. Uma água que inclusive é tratada com sistema de osmose reversa para eliminar todas as bactérias e cloro.

Na loja, os clientes podem adquirir sacolas reutilizáveis para transportar os produtos comprados. Gratuitas para o consumidor, há dois milhões de sacos do tipo “ecobag” disponíveis para doação. E, em outubro do ano passado, o mercado afirmou que esta medida já resultou em uma redução de 20% no uso de sacos de plástico.

Em contrapartida, a partir deste mês de fevereiro, a gestão do negócio quer engajar os compradores. Por isso, foi apresentada a opção do cliente doar voluntariamente uma pequena quantia no momento da compra para causas ambientais.

A meta do New World é se livrar das sacolas de todas as suas lojas até o final de 2018.

Como tudo começou

A ideia de abolir os plásticos foi inspirada nos próprios clientes. Isso porque quando a administração da rede supermercados soube que haveria introdução de impostos, ela resolveu lançar uma pesquisa entre os consumidores.

A discussão girava em torno do cliente pagar para usar sacolas e, apesar da maioria ter votado pelo sim, muitos clientes entraram em contato para sugerir outras soluções. O uso de reutilizáveis, sacolas de papel e biodegradáveis foram algumas opções apontadas.  

Em entrevista ao Supermarketnews, o dono da New World, Nigel Bond, afirmou que a rede recebeu o maior feedback positivo que ele já havia visto. E olha que ele ele trabalha no setor há três décadas.