Imagine viver em um lugar onde dinheiro e cartões de crédito não são tão necessários. Um lugar onde o tempo é a moeda de troca. É isso que propõe um grupo de vizinhos na cidade de Saint Louis, em Missouri, nos Estados Unidos. A ideia não é nova, mas nem por isso deixa de ser incrível.

Conhecido como “timebanking”, o uso do tempo no lugar do dinheiro é um modelo de troca de serviços. Cada pessoa pode ensinar, consertar ou reparar itens e ganhar outro serviço em troca -, ou seja, ninguém sai perdendo.

No caso do grupo de St. Louis, a iniciativa partiu de Chinyere Oteh, que já tinha ouvido falar desse sistema quando, em 2010, convidou 10 amigos para conversar sobre a possibilidade de criar o banco do tempo. Mas, foi só quando virou mãe e se viu no conflito tempo versus dinheiro que teve coragem de embarcar na ideia.

Desses 10 amigos iniciais, mais 15 pessoas somaram-se ao grupo dando início ao que seria o Cowry Collective. A partir dali, muitos serviços foram trocados gratuitamente, provando que todos têm algo a oferecer que pode ser útil para o outro. Corte de gramados, pinturas, ajuda na plantação. Todo tipo de serviço pode ser trocado.

Tempo é mais que dinheiro

Atualmente, o coletivo possui 236 membros e nesse sistema todos os serviços têm o mesmo valor. Ao St. Louis Public Radio, Chinyere afirmou que “todos os serviços e cada pessoa são igualmente valorizados” diferente da economia atual do mercado.

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