Na manhã desta terça-feira, 06 de março, dois infláveis em formato de emoji de cocô foram colocados nas águas do Rio Pinheiros, na cidade de São Paulo. Quem passou pela Marginal Pinheiros, de trem, ônibus ou carro pôde observar o manifesto realizado pelo movimento #VoltaPinheiros.

Os infláveis possuem 4x4m e foram produzidos em PVC, um material reciclável. Após a retirada, o emoji será encaminhado para reciclagem.

O protesto é uma manifestação artística que busca mobilizar e engajar a população em prol da revitalização do Rio Pinheiros. “Precisamos urgentemente colocar este assunto na pauta política. É inadmissível que continuemos convivendo com este comodismo e que os políticos não se manifestem. Todos os órgãos do governo com quem conversamos dizem que em 3 anos é possível que o rio esteja utilizável e sem cheiro, mas não há vontade política.”, conta Marcelo Reis, idealizador do movimento.

Como frente do movimento também está a cobrança dos órgãos responsáveis pela manutenção e revitalização do rio. Na ponte Cidade Jardim foi colocada uma faixa que dá voz ao rio e pede para que o Governador Geraldo Alckmin dê atenção à limpeza do rio. O abaixo-assinado lançado pelo movimento busca 10 mil assinaturas para levar o documento ao Prefeito e ao Governador. (clique aqui para assinar)

Emojis de cocô

No mês passado, o movimento enviou cerca de 50 kits para a Câmara Municipal de Vereadores, Prefeituras Regionais, Prefeitura Municipal de São Paulo e Governo do Estado, incluindo agentes da CPTM, SABESP, EMAE, o Governador Geraldo Alckmin e o Prefeito João Doria.

O kit continha uma mensagem destinada aos políticos, pedindo respostas sobre pontos que nunca foram esclarecidos e, de forma lúdica, uma almofada em formato de emoji de cocô complementava a mensagem: “Esta almofada é um confortável presente para quem consegue dormir com o Rio Pinheiros desse jeito.”

Após essa provocação, o movimento conseguiu se reunir com autoridades da Sabesp, da Emae, Prefeituras Regionais e Vereadores. Mas infelizmente, o Prefeito e o Governador não se manifestaram e nem abriram um canal para diálogo.

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.