Mesmo pequenos, lacres de alumínio são capazes de contribuir com a vida de muitas pessoas. Há alguns anos, funcionários e colaboradores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vêm arrecadando lacres e latinhas de aço para trocar por cadeira de rodas.

Desde então, os colaboradores já conseguiram reunir quase três toneladas de lacres e outras 221,9 mil latas em diversas regiões do Estado. Deste total, 52 cadeiras foram doadas a entidades assistenciais.

No Vale do Paraíba, a ação “Lacre Solidário” começou em 2014 e desde então já retirou 11 cadeiras de roda. Para a coordenadora da iniciativa da Sabesp na região, Resemary Motta, é muito gratificante coordenar uma campanha que provoca mudança de hábito e amor ao próximo. “Ao mesmo tempo, a ação também propõe uma reflexão sobre a conservação ambiental”, comenta.

Iniciativa

A ação, na maioria das vezes, começou pelos próprios funcionários. Atualmente, ela se estendeu aos familiares, clientes e população em geral. Os escritórios da Sabesp já se tornaram pontos de entrega desses materiais para muitas pessoas.

Já na Baixada Santista a iniciativa acontece desde 2012 e, de lá para cá, foram entregues 16 cadeiras de rodas às entidades. “Foram beneficiadas com a campanha Instituições especializadas em atendimento a portadores de paralisia cerebral e outras deficiências físicas, asilos, igrejas, empregados aposentados da Sabesp, enfim, com muito pouco, fazendo muito mais”, disse Silvia Helena Gomes, coordenadora da iniciativa na Baixada Santista.

Com a campanha “Transforme latinhas de alumínio em cadeiras de rodas”, o município de São Paulo vai um pouco além dos lacres. A arrecadação de 221,9 mil latas de alumínio foi vendida a empresas de reciclagem, o que possibilitou a aquisição de 25 cadeiras.

Reciclagem

Essas e outras ações que acontecem pelo Estado são fundamentais para promover inclusão e mobilidade de todos. Mais do que isso, elas contribuem diretamente com a preservação dos recursos naturais para a produção de alumínio.

“Em cinco anos já ajudamos a economizar mais de 13 toneladas de um recurso natural, a bauxita”, ressalta Luzia Florio Martin, gestora da Célula de Meio Ambiente na Unidade de Negócio Centro da Sabesp.

Uma vez que o material demora anos para se decompor na natureza, reaproveitá-lo é a maneira mais eficaz para reduzir o volume em aterros sanitários. Além disso, o processo de reciclagem utiliza apenas 5% da energia elétrica se comparado à produção de alumínio primário.

As informações são do Governo de SP