Cerca de 300 pessoas, entre adultos, crianças e idosos e moradores participaram da construção de um novo espaço na Praça Haruo Uoya, na Chácara Santo Antônio. A iniciativa, realizada no último fim de semana, também reuniu frequentadores do entorno de Santo Amaro e voluntários da GVT, empresa da área de telecomunicação que patrocina a ação.

A pracinha do bairro ganhou brinquedo de escalada, bicicletário, muros pintados e espaço para projeção de filmes. Além de academia ginástica, espaço lounge com cadeiras, mesas de xadrez e “cantinho do wi-fi” grátis. Mudas de diversas espécies e hortas verticais deram um charme especial ao espaço.


Foto: Marcos Honma/Divulgação

Antes abandonada, escura e ponto de uso de drogas, a praça localizada nas esquinas das ruas Capitão Otávio Machado e Vitorino de Morais ganhou melhorias presentes no projeto feito pelos próprios moradores. Ao longo de três semanas, a comunidade se reuniu, realizando dinâmicas de grupo sempre em busca de um sonho comum a todos para o espaço. Estas reuniões foram coordenadas pelo Instituto Elos, ONG parceira do projeto, que busca modificar espaços urbanos de forma colaborativa com a comunidade.


Foto: Marcos Honma/Divulgação

“O mais importante é ver essa mobilização popular, perceber que os moradores estão se apropriando de um espaço que é deles. Nosso negócio é conectar pessoas, estamos muito felizes de promover um processo tão participativo, com excelente engajamento comunitário e de nossos colaboradores”, afirma a diretora de Sustentabilidade da GVT, Heloísa Genish. 


Foto: Marcos Honma/Divulgação

Para dar continuidade ao trabalho, os moradores se reencontrarão esta semana para definir uma agenda cultural para a Praça Haruo Uoya. Entre as ideias discutidas está a projeção regular de filmes e eventos musicais. A mobilização em Santo Amaro é a segunda de uma série de quatro ações que acontecem até setembro, também em Santana e Tatuapé.


Foto: Marcos Honma/Divulgação

A primeira transformação realizada pelo GVT aconteceu na Praça Éder Sader, na Vila Madalena, confira aqui. Depois do mutirão em abril, os próprios moradores passaram a dar aulas gratuitas de ginástica e realizar atividades para crianças, como piqueniques e rodas de leitura, comprovando que a transformação vai além do espaço físico e beneficia a convivência entre as pessoas.


Foto: Marcos Honma/Divulgação

 

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.