Parques da cidade paulista de Mogi das Cruzes receberam, esta semana, o plantio de mudas de cambuci, uma espécie nativa da cidade. O projeto da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente prevê o plantio de árvores de cambuci em todos os parques urbanos do município, para que a população possa conhecer, acompanhar a floração e a formação dos frutos, além de saboreá-los e comê-los.

Na quinta-feira (25), o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Daniel Teixeira de Lima, e o diretor André Miragaia coordenaram o plantio de 20 mudas no Parque Leon Feffer e outras 20 mudas no Parque Centenário. Eles contaram com o apoio de idosos do Centro Dia e da Vila Dignidade, além de crianças do projeto Árvore da Vida, todos apoiados por técnicos da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e da Secretaria de Assistência Social.

“As pessoas conhecem Mogi das Cruzes como a ‘terra do caqui’, pela produção consagrada, mas na verdade a fruta típica da cidade é o cambuci, que é nativa desta região e muito utilizada para a produção de doces, geleias e bebidas”, dia Miragaia. Na próxima segunda-feira, dia 29, serão plantadas mais dez mudas nos parques da Cidade e no Botyra Camorim Gatti. Até o final de 2018, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente pretende plantar cerca de 400 árvores do tipo nos parques urbanos do município.

Risco de extinção

O cambuci é um fruto arredondado de cor verde, cujo formato lembra um disco voador. Os frutos, quando maduros, apresentam polpa carnosa, mole, doce e ácida. Cada fruto contém muitas sementes pequenas, brancas e achatadas. No passado, o cambuci era encontrado com frequência nos estados de São Paulo e Minas Gerais, mas hoje, por causa do desmatamento, está se tornando cada vez mais raro.

Foto: Arthur Chapman / Flickr Creative Commons (CC BY-NC-SA 2.0)

O cambucizeiro é uma árvore de porte médio, que atinge 3 a 5 metros de altura e possui folhas verdes, bordas lisas e com forma alongada, de 7 a 10 centímetros de comprimento por 3 a 4 centímetros de largura. As flores de cor branca, grandes, são formadas isoladamente na região de inserção das folhas nos ramos.

da Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.