A Oficina de Bioconstrução, nos dias 25 e 26 de agosto, no Sítio Pau d’ Água, em Piracaia, a apenas 90 Km de São Paulo, quer despertar um “novo olhar para a construção de casas e para o próprio significado da moradia”. Para isso, o permacultor Edilson Cazeloto propõe um desafio real aos participantes: construir uma moradia coletiva sustentável para abrigar três famílias no próprio Sítio.

A bioconstrução se baseia no princípio de que é possível construir sua própria casa com um impacto ambiental muito baixo, muitas vezes utilizando técnicas ancestrais e com matéria prima local, sempre que possível. Durante a oficina, os participantes vão aprender duas técnicas com barro (pau a pique e cob) e o reboco natural a base de tapioca e esterco de vaca. “Em dez anos de experiência, acredito que são as duas técnicas mais eficientes para a região onde está o sítio”, afirma.

O pau a pique (taipa de mão ou taipa de sopapo) consiste no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas e horizontais, geralmente bambus, que são preenchidas com barro amassado misturado com palha seca. Já as paredes de cob, que são quase tão resistentes quanto o concreto, costumam ser feitas somente de barro argiloso adicionado de um pouco de palha e água. A vantagem é que a palha é muito abundante na região e pode ser conseguida gratuitamente.

Construindo a casa com as próprias mãos

Ao colocar as mãos e os pés no barro, cada participante é convidado a refletir sobre o que seria uma construção sustentável nos dias de hoje. “Uma casa sustentável é aquela que, além de ingredientes não agressivos ao meio ambiente, o dono deixou suas marcas nas paredes”, afirma. “A casa sustentável é uma casa que qualquer ser humano possa ter, desde que, com isso, ele não roube o direito de outro ser humano de ter sua própria casa”.

Uma das partes mais divertidas da Oficina de Bioconstrução é amassar o barro com os pés descalços. Vira uma festa. As pessoas se abraçam, cantam, dançam. Por trás da farra, existe a técnica. Ao pisar no barro, as pessoas sentem a textura da massa que se forma e percebem se está ela pronta para ser usada na parede. “Se não for divertido, não é sustentável”, diz Cazeloto.

Clique aqui para conhecer a história de Edson Cazeloto e do Sítio Pau d’ Água.

Oficina de Bioconstrução

São 4 opções de inscrição (refeição inclusa): R$ 290 (sem hospedagem),  R$ 310 (camping),  R$ 330 (alojamento coletivo),  R$ 390 (quarto na Ecovila Clareando).
Inscrições: [email protected]
Whatsapp: (11) 9.7130-3335
Ou pelo Eventbrite: https://cursobioconstrucao.eventbrite.com
Veja também: Como construir uma casa de baixo custo usando o sistema ‘earthbags’

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.