Um projeto de pesquisa de moradias ecológicas a preços acessíveis está sendo desenvolvido em Maputo, capital do Moçambique, um dos países mais pobres do mundo. Chamado de “Casas Melhoradas”, o projeto é uma parceria da escola de Arquitetura do KADK (Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes), da ONG moçambicana Estamos e do programa Arquitetos Sem Fronteiras. O propósito é desenvolver habitações dignas a baixo custo e que não causem impactos ambientais.

De acordo com o site do projeto, há três focos principais na sua implantação. O primeiro é desenvolver métodos alternativos de construção para melhorar a qualidade e diminuir o custo da moradia; O segundo visa desenvolver tipologias habitacionais que utilizem espaço e infraestrutura de forma mais econômica para iniciar um desenvolvimento urbano mais sustentável; E por fim, engajar a construção de moradias de aluguel acessíveis por meio de parcerias públicas e privadas para ampliar o impacto do projeto.

Além de preencher uma falha na infraestrutura crescente da capital, o projeto também estimula a renda local, pois utiliza nas construções tijolos compactados de concreto e solo local, produzidos nos assentamentos informais de Maputo. Os lares também foram construídos com a colaboração de construtores locais, que testaram os modelos das habitações, as técnicas e métodos de construção.

As Casas Melhoradas

O imóvel de dois andares foi planejado para otimizar o espaço de maneira eficiente, respeitar as condições socioeconômicas e culturas locais, e adaptar o espaço para acomodar confortavelmente seis famílias onde originalmente só residiria uma. Cada casa conta com cozinha externa privativa equipada com fogão a gás – para combater o uso predominante do carvão na região e diminuir a poluição -, pátios comuns com acesso a banheiros compartilhados e lavanderia. Além disso, também foi instalado um telhado verde para amenizar o microclima da habitação.

As “Casas Melhoradas” podem ser alugadas por meio de uma organização local sem fins lucrativos que utiliza a renda para reinvestir em novos projetos habitacionais. Atualmente, o projeto busca parceiros, doadores e investidores para futuras colaborações.

Os detalhes e especificações do projeto estão disponíveis aqui

Emily Santos é aluna de Jornalismo, tem paixão por animais, pela natureza e por livros. Caçula de seis irmãos, criada na Bahia, ela retornou à metrópole paulistana para cursar faculdade e descobrir novos horizontes.